1- TEMÁTICA
Título - Criando e Recriando
Produção Textual: Gêneros Textuais
2- PROBLEMÁTICA
3- FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
3.1. CONCEITO DE TEXTO
A palavra texto provém do latim textum, que significa “tecido entrelaçado”. Há, portanto, uma razão etimológica para nunca esquecermos que o texto resulta da ação de tecer, de entrelaçar unidades e partes a fim de formarmos um todo, pois a textura ou tessitura de um texto permite uma rede de relações que garante a coesão de sua unidade.
A posição semiótica a respeito do contexto e da compreensão do texto, inclui-os no seu campo de pertinência, considerando-o também um objeto estritamente linguístico, definindo o mundo real que lhe serve de referência como uma linguagem, um texto, suscetível, portanto, de ser analisado com os mesmos princípios metodológicos aplicados à análise do texto.
A IMPORTÂNCIA DE ESCREVER
Para Simone de Beauvoir, escrever é desvendar o mundo, pois, compreensão da relação entre escrever e desvendar o mundo, também implica em construir, dar forma às nossas fugidias sensações, emoções, reflexões sobre o mundo e , portanto, sobre nós mesmos.
Para BARBOSA (1990), “Quando escrevemos livremente estamos, então, esculpindo a nossa vivência, a nossa experiência humana na trajetória de luzes e sombras que nos vai desenvolvendo, nos vai comprometendo com tudo aquilo em nós acreditamos.”
Em outras palavras, faz parte do ato de escrever o exercício de ler a dimensão do mundo, a dimensão do eu no mundo, que se quer expressar. Por isso, podemos dizer que escrever é, um modo de viver, é uma liberdade palpável através do qual transformamos em algo legível – e assim transmissível ao outro, inclusive o que mora dentro de cada eu – o conjunto de fragmentos que somos feitos.
Porém, a produção de um texto adequado resulta de um trabalho longo e difícil, que requer muito empenho. A fase de planejamento de um texto é pouco conhecida e utilizada pelos estudantes, que, ou começam a escrever assim que recebem o tema a ser desenvolvido, ou esperam inspiração surgir de algum lugar, mordendo a caneta e olhando para cima. A espera da inspiração, quando não está associada a um raciocínio ativo sobre a composição, é pura perda de tempo.
É necessário que o aluno-escritor conheça o objeto a ser escrito e tenha motivação ao planejar suas atividades. Planejar significa economizar e distribuir o tempo disponível. Distribuir o tempo é indispensável para escrever a redação no prazo que se tem.
“A invenção vem da imaginação e a imaginação é um labirinto em que o difícil não é a saída, é a entrada” (Rubem Fonseca)
Antes de começar a escrever, devemos recolher o material, as idéias, os fatos, as observações, com as quais elaboraremos o texto. A fase de seleção da informação é muito importante: recolher a informação própria ao assunto tem a finalidade de nos deixar à mão o material sobre o qual iremos escrever.
FOUCAMBERT (1994): “Uma informação contínua sobre o que é leitura, sobre a maneira de aprender, sobre as relações entre as situações de aprendizado e as intervenções de ensino, sobre as razões vinculadas à responsabilidade por conferir o estatuto de leitor a um indivíduo, além da prática sistemática de atividades reflexivas para teorizar as estratégias de elucidação da escrita (...)”
Ler é interpretar, é alastrar-se humanamente em infinitas direções, e é também incorporar à nossa experiência o sonho de outras pessoas.
Ler, reler, conhecer, reconhecer, criar. Nós criamos um texto quando lemos o texto. Na verdade, o que lemos não é exatamente o que está escrito, mas o que nos chama atenção, o que nos aguça a sensibilidade, dentre um mar de palavras.
Quando escrevemos, estamos interpretando, estamos lendo algum aspecto do mundo, do eu no mundo, do eu com os outros.
Para aprendermos a escrever, é necessário ter acesso à diversidade de textos escritos, testemunhar a utilização que se faz da escrita em diferentes circunstâncias, defrontar-se com as reais questões que a escrita coloca a quem se propôs a produzí-la, arriscar-se a fazer como consegue e receber ajuda de quem já sabe escrever.
Um escritor competente é alguém que, ao produzir um texto sabe selecionar o gênero, escolhendo aquele que for apropriado a seus objetivos; que planeja o texto em função do seu objetivo e do leitor; que elabora um resumo ou toma notas durante uma exposição oral; que olha para o próprio texto como um objeto e verifica se está fusco, ambíguo, redundante, obscuro ou incompleto.
Portanto, escrever não é apenas traduzir a fala em sinais gráficos. O fato de um texto escrito não ser satisfatório não significa que seu produto tenha dificuldades quanto a manejo da linguagem cotidiana e sim que ele não domina os recursos específicos da modalidade escrita.
GÊNEROS TEXTUAIS
São maneiras de organizar informações linguísticas de acordo com a finalidade do texto, com o papel dos interlocutores e com as características da situação.
Aprendemos a reconhecer e utilizar os Gêneros Textuais no mesmo processo em que aprendemos a usar o código linguístico: reconhecendo intuitivamente o que é semelhante e o que é diferente nos diversos textos.
Do mesmo modo que desenvolvemos uma competência linguística quando aprendemos o código linguístico, desenvolvemos a competência sociocomunicativa quando aprendemos o comportamento linguístico. A definição de gênero está incluída na competência sociocomunicativa, que é aprendida intuitivamente, ou ensinada junto com as palavras e a estruturas sintáticas de uma língua, na escola ou fora dela.
Os Gêneros Textuais não se definem por aspectos formais ou estruturais da língua, estão ligados à natureza interativa do texto, ou seja, à sua funcionalidade, ao seu uso.
É pelo desenvolvimento da competência sociocomunicativa (competências transversais pessoais e interpessoais, relacionadas à capacidade de trabalhar em equipe, de planejar, de negociar, de encontrar alternativas, de liderança, de comunicação. Trata-se do saber ser, do saber intervir) que aprendemos a identificar os diferentes Gêneros Textuais.
Todo texto apresenta algo igual e algo diferente de outros textos. O igual corresponde ao que é típico da construção textual em determinado contexto social. O que é diferente corresponde às marcas dos usuários da língua. A identificação de um gênero depende desse conjunto de fatores, não apenas de um só.
Cada produção textual realiza um gênero porque é um trabalho social discursivo. As práticas sociais ou discursivas, por sua vez, determinam o gênero adequado.
4. OBJETIVOS
4.1. OBJETIVO GERAL
Produzir, dentro da norma culta da Língua Portuguesa e das competências sociocomunicativas, diferentes Gêneros Textuais.
4.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS
*Produzir textos considerando sua finalidade e características;
*Utilizar recursos do sistema de pontuação;
*Resolver dúvidas ortográficas com a ajuda do dicionário;
*Reconhecer diferentes gêneros textuais;
*Planejar o texto: redigir rascunhos, revisar e cuidar da apresentação;
*Escrever diferentes gêneros textuais;
*Utilizar recursos linguísticos de coerência e coesão.
5. METODOLOGIA
O projeto será desenvolvido pelos alunos da série 801 da Escola Básica Pe. José de Anchieta.
Terá o envolvimento da Professora do Laboratório de Informática, Katiane Cugik, que nos auxiliará na produção de gravação do CD de Poesias escritas e declamadas pelos alunos.
O projeto acontecerá da seguinte forma:
1º Momento – Os alunos trabalharão as unidades 09, 10 e 11 do TP3, conforme estipulado nos Encontros do Gestar II;
2º Momento – Os alunos produzirão diferentes Gêneros Textuais: História em Quadrinhos, Charge, Fábula e Poesia;
3º Momento – Exposição dos trabalhos;
4º Momento – Gravação de um CD com os poemas produzidos pelos alunos;
5º momento – Avaliação
6. CRONOGRAMA
DATA | 04/08 | 05/08 | 11/08 | 12/08 | 18/08 | 19/08 | 25/08 | 26/08 | 15/09 | 22/09 | 23/09 | 30/09 | 01/10 | 06/10 | 07/10 | 13/10 |
1º Momento | x | x | x | x |
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2º Momento |
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3º Momento |
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4º Momento |
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5º Momento |
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Obs: Cada dia corresponde a 02h/aulas | ||||||||||||||||
7- EQUIPE DE TRABALHO
O trabalho será desenvolvido pelos alunos da série 801 com o auxílio do Prof. de Língua Portuguesa e terá a colaboração da Profª do Laboratório de Informática.
8- AVALIAÇÃO
Num mundo globalizado, em que os meios de comunicação transfere conceitos, conhecimentos e cultura a todo o momento, a escola vive num dilema crucial, pois não acompanha tal agilidade e ainda tem por meta desenvolver no aluno uma consciência crítica da realidade para a transformação social.
Como avaliar por métodos tradicionais com todas essas mudanças? O nosso aluno de hoje precisa dar sua opinião, que nem sempre é a opinião do professor.
Hoje não se tem uma preocupação maternal com o uso da língua. Alguns preferem o uso de estrangeirismo e esquecem que “Minha pátria é minha língua” (Caetano). A escola tem esse dever social de resgatar a linguagem, e, ao desenvolver este projeto, os alunos tiveram contato com diferentes gêneros textuais, com diferentes mundos, com diferentes opiniões, que lhes deu liberdade de pensamento e de ação.
O projeto tornou a aula mais prazerosa, pois teve a participação de todos os alunos, que de uma forma ou de outra, desenvolveram o que lhes foi pedido, chegando à gravação de um CD de poesias, que eles próprios escreveram e gravaram.
Isso é oportunidade de crescimento. Isso é tornar o aluno um ser crítico, que transforma a sua realidade.
9- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BAGNO, Marcos. Preconceito Linguístico: o que é, e como se faz. 6ª ed. São Paulo: Loyola, 1999.
BARBOSA, Severino Antônio M. Redação: escrever é desvendar o mundo.6ª ed. Campinas: Papirus, 1990.
BRASIL, Secretaria de Educação Fundamental. PCNs: Língua Portuguesa./ Secretaria de Educação Fundamental. Brasília, 1997.
BRASIL, Ministério da Educação, Secretaria de Educação Básica. Programa Gestão da Aprendizagem Escolar – Gestar II. Língua Portuguesa: Caderno de Teoria e Prática 3 – TP3: Gêneros e Tipos Textuais. Brasília, 2008.
CASSANY, Daniel. Descrever o Escrever: como se aprende a escrever; traduzido por Osmar de Souza. Itajaí: UNIVALI, 1999.

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